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Plano da Toyota para reduzir em 100% as emissões de CO₂ na Europa Ocidental até 2035

Carro desportivo elétrico branco Toyota COZZERO exibido em showroom moderno com jantes largas e design aerodinâmico.

Em Bruxelas, na Bélgica, durante o Fórum Kenshiki, a Toyota apresentou o seu plano para cortar em 100% as emissões de CO₂ dos veículos que vende na Europa Ocidental até 2035.

Para chegar a esse objetivo, a marca japonesa vai acelerar a eletrificação do seu portefólio. O primeiro grande cartão-de-visita desta ofensiva é o bZ4X, um crossover 100% elétrico que se estreou na Europa precisamente no contexto do Fórum.

Antes de 2035, a Toyota quer que, em 2030, 50% das suas vendas na Europa já correspondam a veículos de zero emissões. Ainda assim, a empresa garante que conseguirá aumentar esse valor caso a procura o justifique.

Aposta no hidrogénio

A transição para modelos eletrificados não ficará limitada aos elétricos a bateria: a Toyota pretende manter a aposta em elétricos com célula de combustível a hidrogénio, como o Mirai.

Nesse cenário, a Toyota antecipa que, em 2030, a Europa não só terá uma rede de carregamento capaz de acompanhar o crescimento exponencial dos elétricos a baterias, como também contará com uma infraestrutura de reabastecimento de hidrogénio.

A marca acrescentou ainda que, já a partir de janeiro de 2022, vai iniciar na Europa a produção da segunda geração dos seus módulos de células de combustível. O local escolhido é o centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Toyota Motor Europe, em Zaventem (Bruxelas), embora, para já, se trate de uma linha de montagem piloto.

Segundo a Toyota, o investimento faz sentido porque a procura por esta tecnologia deverá aumentar de forma significativa no mercado europeu. A célula de combustível a hidrogénio, introduzida na segunda geração do Mirai, foi «reformatada» em módulos mais pequenos e mais leves, além de oferecer maior densidade de potência - como reportámos anteriormente, as «caixas de hidrogénio» da Toyota.

Estes módulos vão existir em duas configurações: em forma de cubo ou como uma base plana retangular, solução que melhora a flexibilidade e facilita a adaptação a diferentes tipos de aplicações.

De resto, rumo ao objetivo de reduzir em 100% as emissões de CO₂ dos seus veículos, a Toyota vai «atacar» com todo o seu arsenal tecnológico, como explica Gill Pratt, cientista-chefe da Toyota Motor Corporation (TMC) e diretor executivo do Toyota Research Institute (TRI):

Reduzir custos

Na segunda metade da atual década, a Toyota conta reduzir em 50% o custo da bateria por veículo, sem comprometer a autonomia, para tornar os seus elétricos acessíveis a uma fatia maior do mercado.

Com esse propósito, anunciou o arranque da produção de uma nova bateria de níquel-hidreto metálico (NiMh) para os seus híbridos. Trata-se da primeira bateria NiMh bipolar do mundo e, ao recorrer a menos minerais preciosos, permitiu baixar o custo, ao mesmo tempo que aumentou a densidade da bateria. A seguir, a Toyota pretende aplicar abordagens semelhantes às baterias de iões de lítio (Li-ion), em conjunto com futuros progressos na eficiência do consumo de energia dos veículos.

Sobre as baterias de estado sólido - que prometem maior densidade energética, mais autonomia e tempos de carregamento inferiores face às de iões de lítio - a Toyota indicou que serão os híbridos a recebê-las primeiro, antes de a tecnologia ser alargada de forma mais abrangente aos veículos 100% elétricos.

Previsões

Por fim, a Toyota Motor Europe estima alcançar novos recordes de vendas em 2021 e em 2022 no «velho continente»: 1,07 milhões (6,3% quota do mercado) e 1,3 milhões (6,5%), respetivamente. Em ambos os anos, 70% das vendas correspondem e corresponderão a veículos eletrificados.

Estas previsões de crescimento, descritas como otimistas, assentam na chegada de novos modelos como o Aygo X, o Corolla Cross e o elétrico bZ4X, sem descurar também o contributo do GR86.

A Lexus, por sua vez, revelou metas igualmente ambiciosas para a sua prestação na Europa, apontando para duplicar as vendas até 2025, o que equivale a 130 mil unidades por ano. Para concretizar esse objetivo, a marca anunciou o lançamento de 20 modelos até 2025, começando com o já revelado NX 450h+, que já pudemos testar:


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