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GDELS na Eurosatory 2026: Pandur, Piranha e ASCOD HMC em foco

Veículo blindado militar futurista cinzento com janelas escuras e rodas grandes exibido em pavilhão moderno.

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A General Dynamics European Land Systems (GDELS) apresentou, na Eurosatory 2026, uma selecção de viaturas blindadas de rodas e lagartas, com ênfase na defesa aérea de curto alcance e nas operações de combate a drones. Sob o lema “Ready for Change – Delivering at Scale”, a empresa repartiu a exposição entre uma área interior e uma área exterior, destacando o Pandur numa configuração anti-drone, a família Piranha e o ASCOD HMC.

Ao longo da mostra, o fio condutor foi a cooperação entre sistemas tripulados e não tripulados (MUM-T). A GDELS ilustrou este conceito ao ligar as suas plataformas protegidas a veículos terrestres e aéreos não tripulados, vários deles fornecidos pelo parceiro Alpha Robotics. Neste enquadramento, a defesa contra drones foi assumida como uma das missões centrais da equipa tripulada-não tripulada.

Pandur GBAD e defesa aérea em camadas

No espaço exterior, a GDELS exibiu o Pandur GBAD numa nova configuração de defesa aérea em camadas. A plataforma combina uma torre Valhalla Mangart 25 com canhão automático e lançadores de mísseis, a arma laser de alta energia Cilas HELMA-P - concebida para neutralizar alvos pequenos a curta distância - e um conjunto de múltiplos sensores. Com a arquitectura electrónica NEVA da empresa, o veículo pode ser totalmente integrado numa rede MUM-T de sensores e efectores não tripulados.

O conceito dá continuidade ao trabalho que a GDELS tem vindo a desenvolver para responder ao aumento da ameaça de drones contra formações blindadas, em linha com a versão Pandur EVO SHORAD criada para o Exército Austríaco com a torre Skyranger 30. Nesta configuração, a integração do laser HELMA-P acrescenta uma camada de protecção com baixo custo por disparo contra alvos aéreos de menores dimensões.

Piranha: de C-UAS a viatura pesada de recuperação

O Piranha desempenhou duas funções distintas durante a exposição. Por um lado, a variante 8×8 GBAD foi apresentada como uma solução C-UAS (anti-drone) de “tripulação flexível”: o veículo tripulado actua em simultâneo como “nave-mãe” do UGV de rodas BULLFROG - equipado com efectores independentes de pequeno calibre - e como plataforma SHORAD autónoma capaz de detectar, seguir e empenhar pequenos alvos aéreos em movimento. Esta capacidade é completada pela torre não tripulada Elbit UT-30 Mk. 3 de 30 mm.

Por outro lado, a GDELS revelou, pela primeira vez, o Piranha HMC configurado como Advanced Recovery Vehicle (ARV), assente na plataforma Heavy Mission Carrier 10×10. Equipado com dois guinchos e uma grua de 32 toneladas, é descrito pela empresa como o mais potente veículo militar de recuperação com rodas actualmente no mercado, concebido para recuperar e reparar viaturas blindadas danificadas no campo de batalha, assegurando ao mesmo tempo protecção total à tripulação. Esta plataforma de cinco eixos já tinha sido apresentada pela GDELS como resposta ao aumento da procura, por parte da NATO, de veículos capazes de transportar cargas úteis maiores e mais pesadas.

ASCOD HMC Skorpion: contramobilidade sobre lagartas

No segmento de viaturas de lagartas, a novidade foi o ASCOD HMC Skorpion, uma solução de contramobilidade todo-o-terreno que integra, na plataforma modular ASCOD, o sistema automatizado de lançamento de minas anticarro Skorpion² da DND, de elevada cadência. As principais características incluem:

  • Função: implementação rápida e escalável de barreiras de minas anticarro, com protecção total da tripulação.
  • Capacidade de carga: até 40 minas anticarro.
  • Emprego: barreiras de campos de minas complexas e programáveis.
  • Gestão: conectividade C4ISR para planeamento, controlo e rastreabilidade dos campos de minas.
  • Objectivo doutrinário: recuperar uma capacidade crítica para os engenheiros de combate, reduzindo o risco para as forças amigas e para os civis.

Com esta combinação de plataformas, a GDELS procurou reforçar a mensagem de que dispõe de soluções prontas a industrializar em prazos curtos e a produzir em escala, em resposta às exigências de um campo de batalha em evolução. Para já, a empresa não anunciou novos contratos especificamente associados aos veículos expostos, embora se espere que surjam mais detalhes sobre potenciais clientes ao longo dos restantes dias da Eurosatory 2026.

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