A Volvo apresentou o novo C40 Recharge, um modelo exclusivamente elétrico, reforçando o caminho da marca para uma gama totalmente eletrificada em 2030.
Sendo uma marca escandinava (ainda que hoje integrada no grupo chinês Geely), a Volvo destaca-se por ter um plano particularmente claro para eletrificar por completo a sua oferta e, a médio prazo, passar a vender os seus automóveis apenas em linha.
Apesar disso, não está prevista a eliminação da rede de concessionários (cerca de 2400 em todo o mundo). A intenção passa por ligar os serviços de após-venda, manutenção e afins às transações de compra em linha. O processo será simplificado com configurações de veículo mais diretas e sem a prática de descontos - uma abordagem semelhante à que marcas tecnológicas muito fortes, como a Apple, adoptaram há anos.
Na Volvo, os Diesel estão em fase de saída (até meados desta década deverão desaparecer) e 2029 será o ano em que serão produzidos os últimos modelos com motor de combustão (a gasolina), ainda que inseridos em sistemas de propulsão híbridos.
Exclusivamente elétrico
Com 4,43 m de comprimento, o novo C40 Recharge recorre à mesma base técnica e de propulsão do XC40 (plataforma CMA). A principal diferença está no tejadilho com queda acentuada e na traseira de inspiração coupé, numa solução que se tem tornado comum entre as marcas premium (Audi Q3 Sportback, BMW X2, entre outros).
Ainda assim, este é o primeiro Volvo 100% elétrico concebido de raiz para ser apenas e só elétrico: “O C40 Recharge mostra o futuro da Volvo e a direção que estamos a seguir”, explica Henrik Green, CTO (Chief Technology Officer) da marca sueca, que acrescenta que “além de ser totalmente elétrico estará disponível com um conveniente pacote de manutenção e ficará rapidamente disponível para qualquer cliente quando faz a sua compra online”.
Esse pacote inclui manutenção (menos frequente num automóvel elétrico), assistência em viagem, garantia e opções para carregamento em casa.
Base técnica do XC40 elétrico
A motorização recorre a uma bateria de 78 kWh e atinge um máximo de 408 cv e 660 Nm, resultado de dois motores de 204 cv e 330 Nm - um em cada eixo a accionar as respetivas rodas - garantindo tração integral.
A autonomia anunciada chega aos 420 km. A bateria pode ser carregada em corrente alterna até 11 kW (serão necessárias 7,5 horas para uma carga completa) ou em corrente contínua até 150 kW (neste caso, 40 minutos para passar de 0 a 80%).
Mesmo com um peso superior a 2150 kg, consegue prestações de destaque (deverão ser semelhantes às do XC40 Recharge, que “dispara” em 4,9s dos 0 aos 100 km/h). A velocidade máxima fica limitada a 180 km/h (abaixo do Polestar 2, que utiliza este mesmo sistema elétrico e chega aos 205 km/h).
Com o tempo, os clientes irão adaptar-se aos novos processos de compra sem presença física e também à ideia de que deixarão de existir estofos em pele natural, substituídos por materiais sintéticos mais alinhados com os tempos que se aproximam.
Infoentretenimento igual ao do Polestar 2
No interior, outra novidade relevante é a presença de um sistema de infoentretenimento com Android, desenvolvido pela Google, estreado no também elétrico Polestar 2. O programa pode ser instalado a qualquer momento através de atualizações remotas (OTA), sem necessidade de deslocações aos concessionários.
A bagageira mantém 413 litros de capacidade, tal como no XC40 Recharge, existindo ainda 21 litros adicionais de arrumação na frente, por baixo do capô.
Quando chega?
Depois do XC40 Recharge e do C40 Recharge, a Volvo planeia lançar vários modelos totalmente elétricos, sobretudo na segunda metade da presente década. Para 2025, as previsões dos nórdicos apontam já para que metade das vendas seja de automóveis 100% elétricos, ficando a outra metade a cargo de híbridos recarregáveis.
O novo C40 Recharge deverá chegar ao mercado no último trimestre deste ano, com preços um pouco acima do XC40, isto é, ligeiramente acima dos 70 000 euros.
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