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A ofensiva da Volkswagen até 2028: ID.1, ID.2, Golf e T-Roc em foco

Veículo elétrico cinzento VW ID.3 exposto em showroom moderno com reflexos no chão.

Depois de uma fase particularmente agitada - marcada por vendas a não crescerem, cortes expressivos nos custos e redução de postos de trabalho - a Volkswagen prepara uma nova vaga de lançamentos para tentar recuperar os tempos «áureos».

Entre modelos inéditos (elétricos e a combustão) e renovações de produtos já conhecidos, a marca alemã promete cerca de uma dezena de novidades até 2028, num plano que pretende não deixar pontas soltas.

A maior aposta da marca

Com a redução em 100% das metas de emissões da União Europeia a partir de 2035, a Volkswagen coloca os elétricos no centro da estratégia para os próximos anos, com pelo menos quatro novos modelos previstos.

O primeiro a estrear-se será o ID.2, com apresentação marcada para o Salão de Munique (9 a 14 de setembro) e preços a partir de 25 mil euros. Este modelo, pensado como equivalente ao Polo, promete autonomias até 450 km (WLTP) e também versões de alta performance.

Cerca de um ano depois deverá seguir-se o ID.2X, a variante SUV do mesmo conceito, cujo protótipo também será mostrado em Munique. Será o equivalente, no universo elétrico, ao T-Cross a combustão.

Volkswagen ID.1 produzido em Portugal

A ambição de ter elétricos mais acessíveis não se fica pelo ID.2. Com produção prevista para 2027, a Volkswagen prepara o lançamento do ID.1, um citadino elétrico destinado a ocupar o espaço antes associado ao up! elétrico. Partilhará muito com o ID.2, desde logo a plataforma MEB Entry.

Antecipado pelo protótipo ID.EVERY1, deverá arrancar nos 20 mil euros e será fabricado em Palmela, na Autoeuropa. Thomas Schäfer, CEO, caracteriza-o como “a última peça do puzzle” da eletrificação da marca.

À semelhança do ID.2, o futuro ID.1 terá tração dianteira e, caso os dados do protótipo se mantenham, é de esperar uma autonomia mínima de 250 km, 70 kW (95 cv) e uma velocidade máxima de 130 km/h. O ID.1 será igualmente o primeiro a beneficiar da parceria firmada entre a Volkswagen e a Rivian - resta perceber, em concreto, o que está em causa.

Fica ainda por confirmar se estes três modelos irão manter “ID” na designação. Schäfer terá referido recentemente que a nomenclatura “ID” deverá desaparecer em breve, com a marca a voltar a privilegiar nomes próprios. Algo que poderá ficar esclarecido já no próximo mês, com a apresentação oficial do ID.2.

Golf e T-Roc elétricos

A ofensiva elétrica prossegue e, a partir de 2028, estão previstas versões 100% elétricas dos campeões de vendas T-Roc e Golf. Apesar de recuperarem os nomes, estes modelos não deverão usar a mesma base dos homónimos a combustão, assentando antes na nova SSP (Scalable Systems Platform).

Ainda há pouca ou nenhuma informação concreta sobre estes futuros elétricos, mas a intenção da Volkswagen é evidente: a expetativa é que se tornem nos modelos elétricos mais vendidos do fabricante.

A sublinhar o peso desta plataforma - e de todos os modelos que nela vão assentar -, Daniela Cavallo, presidente do Conselho de Trabalhadores da Volkswagen, afirmou que “os modelos SSP serão tão importantes para o futuro da Volkswagen quanto a plataforma MQB foi até agora”.

Novo T-Roc a combustão prestes a ser revelado

Apesar do foco nos elétricos, a Volkswagen pretende manter uma gama completa de modelos a combustão ao longo da próxima década. A procura por elétricos continua abaixo das expetativas e, na prática, os modelos a combustão seguem como a principal fonte de rentabilidade para a maioria dos construtores.

Nesse contexto, não surpreende o compromisso assumido pela Volkswagen: investir 60 mil milhões de euros no desenvolvimento de motores de combustão até 2028.

A primeira grande novidade a combustão chegará com a segunda geração do «nosso» T-Roc, modelo que se afirmou nos últimos anos como o Volkswagen mais vendido da Europa, ultrapassando o Golf.

A apresentação está a menos de duas semanas e acontecerá publicamente no Salão de Munique. O modelo continuará a ser produzido na Autoeuropa e foi o escolhido para estrear a primeira motorização híbrida completa da Volkswagen - um híbrido que não precisa de ligação à corrente, como acontece em modelos da Toyota, Hyundai ou Renault.

Até aqui, as propostas híbridas da Volkswagen ficavam-se por soluções híbridas ligeiras ou por híbridos recarregáveis, que permitem carregamento externo - faltava o híbrido convencional. Para lá do T-Roc, esta tecnologia deverá chegar também a outros modelos, como o Golf e o Tiguan.

E já que falamos do Golf: depois de se saber que a geração atual poderá ver a sua vida prolongada até 2035, o familiar compacto da marca alemã receberá uma nova atualização em 2026. Esperam-se pequenas alterações visuais e um sistema de infoentretenimento melhorado, mas a principal novidade - tal como no T-Roc - será a introdução da motorização híbrida.

Atualizações profundas para os ID

A Volkswagen tem ainda mais atualizações previstas. É o caso do Polo, que deverá receber pela primeira vez motorizações híbridas ligeiras, com revelação apontada ainda para este ano; e também dos elétricos ID.3 e ID.4. No caso do ID.3, a chegada está prevista para o segundo trimestre do próximo ano.

Já o ID.4, com atualização prevista para o final de 2026, deverá sofrer mudanças mais profundas do que o habitual: “vai ser um carro completamente diferente”, segundo o CEO da Volkswagen.

“Sentimos a necessidade de encaixar o ID.4 na nova linguagem de design daqui para a frente, uma vez que continua a ser o nosso veículo elétrico mais importante em termos de números”, disse Thomas Schäfer.

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