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Mercedes-Benz EQE SUV: fotos-espia e o que já se sabe

Carro elétrico Mercedes EQE-SUV azul exposto em showroom moderno com piso e paredes brancas.

Ainda não é certo que EQE SUV venha a ser o nome definitivo do próximo SUV elétrico da Mercedes-Benz. Ainda assim, para já, faz sentido continuar a tratá-lo por essa designação, que não deixa margem para dúvidas sobre o que este modelo pretende ser.

Tal como da berlina EQS irá nascer um SUV - já antecipado no Salão de Munique através de um protótipo associado à Mercedes-Maybach -, também a berlina elétrica EQE, ligeiramente mais compacta, terá a sua variante SUV.

As fotos-espia divulgadas mostram, precisamente, um dos protótipos do EQE SUV em plena campanha de testes de inverno.

Design e aerodinâmica do EQE SUV

Mesmo com a camuflagem, percebe-se de imediato que as proporções e o recorte geral estão muito próximos dos do EQS SUV. Isto reforça a ligação visual, bastante estreita (talvez até demasiado), que já existe entre as berlinas EQE e EQS.

Assim, é de esperar um SUV 100% elétrico com linhas macias e contínuas, claramente pensadas para favorecer um baixo coeficiente de resistência aerodinâmica. Ainda assim, pela própria forma de um SUV, dificilmente atingirá a eficiência aerodinâmica da berlina que lhe dá origem.

Embora o lançamento esteja apontado para 2023, este protótipo de testes aparenta já estar numa fase adiantada: traz manípulos de portas definitivos (embutidos e à face da carroçaria) e, ao que tudo indica, óticas dianteiras e traseiras já próximas das finais. Será possível que ainda o vejamos ser apresentado em 2022?

O que é que já se sabe?

O EQE SUV deverá posicionar-se como o adversário mais direto do BMW iX, já à venda, e é difícil não incluir também o Tesla Model X - um modelo veterano, mas recentemente atualizado - no mesmo grupo de rivais.

À semelhança do EQS e do EQE, o futuro EQE SUV vai recorrer à plataforma elétrica dedicada da Mercedes-Benz, a EVA (Electric Vehicle Architecture). Na prática, isto implica uma base ocupada por baterias no piso, algo que tende a baixar o centro de gravidade face ao de muitos automóveis com motor de combustão.

Interior e tecnologia MBUX no EQE SUV

O habitáculo também promete espaço generoso. E há ainda a potencial vantagem típica de uma carroçaria mais alta: facilitar uma postura mais confortável para quem viaja, sobretudo no compromisso entre a altura dos pés (mais elevada do que num carro de combustão, por «culpa» das baterias colocadas no chão) e a altura do assento.

Na foto-espia é possível espreitar o interior do futuro EQE SUV, e tudo aponta para que este seja partilhado quase por completo com o da berlina.

Não parece, contudo, tratar-se do MBUX Hyperscreen - o conjunto de ecrãs (na realidade são três) com 141 cm de largura que se estreou no EQS e que também deverá estar disponível no EQE SUV. Como referência, até agora, no EQE berlina, foi precisamente essa a única configuração observada.

Motorizações semelhantes às da EQE berlina

Para já, o EQE berlina foi apresentado apenas na versão 350, equipada com um motor elétrico de 215 kW (292 cv) montado no eixo traseiro. A energia vem de uma bateria de 90 kWh, que deverá permitir uma autonomia entre 545 km e 660 km.

É muito provável que o EQE SUV utilize a mesma solução, ainda que com menos autonomia. E, por ser um SUV, é razoável esperar que surja cedo uma variante com tração integral, recorrendo a dois motores elétricos (um por eixo). No caso do EQE berlina, apesar de essa versão ter sido anunciada, ainda não foram divulgadas especificações concretas.

Quase em simultâneo com a apresentação do EQE berlina no Salão de Munique, em setembro, foi também «apanhada» em testes a primeira derivação com «cunho» AMG, o EQE 53. Deverá aproximar-se bastante do EQS 53 - que já tem preços e pode ser encomendado - ao nível de técnica e desempenho. E não seria surpreendente ver o EQE SUV receber uma proposta semelhante saída de Affalterbach.

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