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Skoda cresce no Grupo Volkswagen no primeiro semestre

Carro elétrico verde Skoda #1 exposto em sala de showroom moderna com janelas amplas.

No primeiro semestre deste ano, a Skoda foi a única marca de ligeiros de passageiros do Grupo Volkswagen a registar um aumento das entregas. Entre janeiro e junho, a marca checa avançou 9,1%, atingindo 555 700 automóveis, prolongando o bom momento depois dos resultados recorde obtidos em 2025.

Skoda reforça rentabilidade e influência no Grupo Volkswagen

No seio do grupo alemão, a importância da Skoda continua a subir. A posição que, durante muitos anos, esteve associada à Porsche - como referência de rentabilidade dentro do Grupo Volkswagen - está, pelo menos por enquanto, a transitar para a Skoda.

O enquadramento vem de 2025: a Skoda fechou o ano com uma margem operacional de 8,3%, receitas de 30,1 mil milhões de euros e um resultado operacional de 2,5 mil milhões de euros. Já a Porsche, afetada pelos custos ligados à revisão da sua estratégia, terminou o mesmo período com uma margem de apenas 1,1%.

Esse ganho de peso não se limita aos números. A Skoda tem também assumido maior protagonismo no desenvolvimento de produto dentro do grupo; um exemplo disso é ter ficado responsável pelo desenvolvimento integral das novas gerações do Superb e do Volkswagen Passat.

Entregas das restantes marcas do Grupo Volkswagen em queda

Nas outras marcas de passageiros, o semestre foi marcado por recuos. A Volkswagen entregou pouco mais de 2,06 milhões de automóveis, uma descida de 10,9%, e respondeu por 90,4% da perda líquida do grupo. Este impacto é também explicado pela própria escala da Volkswagen, que continua, de longe, a entregar mais automóveis do que qualquer outra marca do Grupo Volkswagen.

A Porsche apresentou a maior quebra percentual, caindo 16,5% para 122 300 unidades. Seguiram-se a Bentley (-13,6%), a Audi (-7,2%), a Lamborghini (-4,6%) e a SEAT e a CUPRA (-1%). No conjunto, o Grupo Volkswagen entregou 4,13 milhões de veículos, menos 6,3% do que no período homólogo.

Elétricos da Skoda explicam grande parte do crescimento

Os modelos elétricos têm sido um dos motores mais relevantes do crescimento da marca checa. As entregas subiram 48,3%, para 108 200 unidades, mais 35 200 unidades do que no primeiro semestre do ano passado. Este avanço corresponde a cerca de três quartos do crescimento líquido total da Skoda ao longo do semestre.

Com esta evolução, a Skoda aproxima-se da Volkswagen, que entregou 138 300 automóveis elétricos, menos 28,2% face ao período homólogo. A diferença entre ambas é agora de apenas cerca de 30 mil unidades.

SEAT e CUPRA também registaram evolução positiva, com um crescimento conjunto de 7,2%, para 40 300 automóveis. Em sentido inverso, Audi e Porsche recuaram 6,3% e 30,8%, respetivamente.

Ainda assim, no total do Grupo Volkswagen, as entregas globais de elétricos diminuíram 5,8%, fixando-se em 438 500 unidades. Na Europa, porém, o grupo aumentou 8,4%, para 377 mil automóveis elétricos, mantendo a liderança neste mercado.

Nos EUA, as entregas de elétricos do grupo caíram 68,8%, na sequência do fim do programa de incentivos. Na China, baixaram 47,9% e, nos restantes mercados mundiais, 23,2%. Em contraste, as entregas combinadas de híbridos com carregamento externo e modelos com extensor de autonomia cresceram 27%.

China concentra a maior queda

A China foi o mercado que mais penalizou as entregas globais do Grupo Volkswagen. A descida não foi exclusiva do grupo: as vendas de ligeiros no mercado chinês recuaram mais de 20% nos primeiros seis meses de 2026.

Entre janeiro e junho, o Grupo Volkswagen entregou 973 mil veículos na China, menos 25,9% do que no mesmo período do ano passado. Também o resto da região Ásia-Pacífico ficou abaixo, com uma redução de 7,5%, para 145 300 unidades.

Na América do Norte, as entregas baixaram 3,1%, para 447 500 veículos. De acordo com o Grupo Volkswagen, o desempenho foi limitado pelas tarifas e por alterações regulamentares. Observando apenas o segundo trimestre, já se verificou uma recuperação de 7,7%.

Europa e América do Sul foram exceções à tendência global. As entregas cresceram 3,5% na Europa, para 2,04 milhões de veículos, e 8,3% na América do Sul, para 327 200 unidades.


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