No Salão de Los Angeles foi possível ver de perto o concept Hyundai SEVEN, um protótipo que serve de antevisão ao IONIQ 7 - o terceiro elemento da família de elétricos da marca sul-coreana. À semelhança do que aconteceu com o 45 (2019), que antecipou de forma bastante fiel o IONIQ 5, e com o Prophecy (2020), que nos apontou o caminho para o IONIQ 6 (ainda por apresentar), também aqui o SEVEN funciona como “janela” para o próximo modelo.
Plataforma E-GMP e formato SUEV
A proposta assume o porte de um SUV de grande dimensão. A Hyundai revelou apenas a distância entre eixos, que se estende por generosos 3,2 m - superior, por exemplo, à distância entre eixos de um Audi A8 L. A marca prefere, no entanto, chamar-lhe SUEV, isto é, Sport Utility Electric Vehicle.
Tal como os restantes modelos referidos, o SEVEN é integralmente elétrico e assenta na plataforma dedicada do Hyundai Motor Group para veículos elétricos, a E-GMP.
SUV futurista
No exterior, o concept destaca-se por uma linguagem muito limpa e por superfícies desenhadas com a aerodinâmica em mente, afastando-se claramente da «carta de amor» a Giugiaro e aos anos 70 que foi o 45, bem como da inspiração streamlining dos anos 30 que marcou o Prophecy.
Dos três, o SEVEN é provavelmente o mais atual - e até o mais arrojado -, sem recorrer a referências a épocas passadas do design automóvel. Em vez disso, introduz proporções que se distanciam das de um SUV a combustão. O elo visual entre os três está na assinatura luminosa composta por «pixéis», denominada Parametric Pixel.
A ausência da necessidade de acomodar um motor de combustão na dianteira permite um capô mais curto, uma distância entre eixos mais longa e projeções além dos eixos mais contidas. Também chama a atenção a maior inclinação dos pilares dianteiros, mais pronunciada do que é habitual neste tipo de veículo.
Por se tratar de um concept, o SEVEN também explora soluções pouco convencionais no acesso ao habitáculo: do lado do condutor existe apenas uma porta, enquanto do lado do passageiro surgem duas, sendo que a traseira abre em sentido inverso. Em conjunto com a inexistência do pilar B, o resultado é uma entrada particularmente ampla.
Interior imaginado para um futuro autónomo
Se, por fora, o Hyundai SEVEN - apesar do estilo muito próprio - dá uma ideia relativamente próxima do que poderemos esperar do IONIQ 7 de produção, previsto para 2024, por dentro a visão projetada aponta para um horizonte temporal mais distante.
Configuração tipo lounge e tecnologia a bordo
A marca assume um cenário em que a condução autónoma passa a ser comum, libertando a arquitetura interior e aproximando-a mais de um lounge ou de uma sala de estar. Daí a presença de duas poltronas com capacidade de rotação e de um banco traseiro que, pela forma, se aproxima mais de um sofá doméstico.
Neste ambiente, a iluminação ambiente ganha protagonismo: está presente no teto - onde se integra também um enorme ecrã OLED, funcionando como uma espécie de teto panorâmico virtual - e estende-se igualmente às portas laterais.
Há ainda vários espaços pensados para arrumação, desde gavetas a um compartimento dedicado para guardar os sapatos, e nem um mini-frigorífico fica de fora.
A aposta na condução autónoma reflete-se na ausência de comandos tradicionais, como volante e pedais. Em alternativa, o lugar do condutor (banco ou poltrona) esconde um manípulo retrátil, semelhante a um joystick, para quando for necessário assumir a condução.
Sistemas de higienização: Hygiene Airflow System e UVC Sterilization
Tendo em conta o impacto que a pandemia de Covid-19 teve - e continua a ter -, o Hyundai SEVEN inclui soluções de higienização como o Hygiene Airflow System e o UVC Sterilization.
O Hygiene Airflow System inspira-se na gestão de ar utilizada em aviões de passageiros, ajudando a reduzir a contaminação cruzada entre ocupantes e a separar o fluxo de ar entre quem viaja à frente e quem segue atrás.
Já o UVC Sterilization recorre à esterilização por raios ultravioleta. O processo é ativado assim que os ocupantes abandonam o veículo: os compartimentos abrem automaticamente, tal como o manípulo de controlo, e depois entram em funcionamento lâmpadas ultravioleta de desinfeção, que contribuem para limpar o espaço de bactérias e vírus.
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