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Stellantis: Citroën ë-C3 e plataforma STLA Medium na resposta à «invasão chinesa» e nos resultados do 1.º semestre de 2023

Carro elétrico Citroën E-C3 STLA branco, com luzes LED acesas, em exposição interior contemporânea.

Foi ontem, 26 de julho, durante a apresentação dos resultados financeiros da Stellantis relativos ao primeiro semestre deste ano, que o diretor executivo, Carlos Tavares, comentou as dificuldades associadas à eletrificação e à chamada «invasão chinesa» no mercado europeu.

Citroën ë-C3: a aposta acessível da Stellantis

Entre as principais cartas da Stellantis está o novo Citroën ë-C3, que deverá ser conhecido no início do próximo ano - ficando no ar a possibilidade de ser revelado ainda este ano. Este modelo será o primeiro 100% elétrico do grupo, no mercado europeu, com um preço abaixo dos 25 mil euros.

Para atingir este patamar, a marca promete estrear soluções inovadoras que terão impacto direto no controlo dos custos de produção.

«Invasão chinesa» e estratégia de produto

Nas palavras de Carlos Tavares, trata-se também de “o primeiro passo da nossa resposta àquilo que é agora apelidado de «invasão chinesa» no mercado europeu. Vamos combatê-la com este tipo de produto e temos mais a caminho. Todos eles serão acessíveis e rentáveis.”

O Citroën ë-C3 integra a ofensiva elétrica da Stellantis: até ao final de 2024, o grupo quer ter 47 modelos 100% elétricos em comercialização, mais do que duplicando os 23 modelos atualmente disponíveis. E as novidades não se resumem a novos automóveis - há ainda uma plataforma inédita.

Nova plataforma para o segmento C

Se hoje a Stellantis é líder na Europa entre os elétricos do segmento A (citadinos), com o Fiat 500, e do segmento B (utilitários), com o Peugeot e-208, o objetivo passa agora por conquistar o bem mais competitivo segmento C (familiares compactos).

A resposta anunciada é a plataforma STLA Medium. Segundo a Stellantis, esta base técnica permitirá lançar modelos com autonomia máxima superior a 700 km, suportada por baterias com capacidade até 98 kWh, ao mesmo tempo que aponta para consumos em ciclo combinado abaixo de 14 kWh/100 km.

“Não há nada que façamos, neste momento, em termos de engenharia, na Stellantis, que não tenha como objetivo ser o melhor da sua classe.”

Carlos Tavares, diretor executivo da Stellantis

A receita passa por desenvolver automóveis apelativos e emocionalmente marcantes, trabalhando de forma próxima e em simultâneo com os fornecedores, com foco na melhor relação entre qualidade e preço. “Porque queremos rentabilizar o valor que criamos”, acrescenta Carlos Tavares.

Os números da Stellantis no primeiro semestre

A primeira metade de 2023 foi muito positiva para a Stellantis, que apresentou valores recordistas face ao período homólogo do ano anterior. Um dos indicadores mais expressivos foi o da receita líquida: 98,4 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 12% em relação a 2022.

O lucro operacional ajustado atingiu 14,1 mil milhões de euros. Já o lucro líquido fixou-se em 10,9 mil milhões de euros, traduzindo uma subida de 37% quando comparado com o primeiro semestre de 2022.

A variação mais marcada, ainda assim, surge nos fluxos de caixa livres industriais, que cresceram 63% face a 2022. Em números, os 8,7 milhões de euros contabilizados no primeiro semestre deste ano ficam 3,3 mil milhões de euros acima do valor de 2022.

Tal como sublinhado por Carlos Tavares, o plano estratégico Dare Forward 2030 está a produzir resultados. O reflexo está nos recordes agora apresentados pela Stellantis, com a expectativa de continuidade dessa trajetória até ao final do ano.

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