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Fiat expande a família Panda: cinco protótipos até 2027

Carro Fiat New Panda vermelho exibido num espaço interior moderno com grande iluminação natural.

Ao fim de muitos anos a alargar a família 500, a Fiat passa agora a concentrar esforços noutro nome histórico: a família Panda. É um objetivo que a marca acalenta desde a década passada, mas que só agora começa, finalmente, a materializar-se.

Uma nova família Panda com ambição global

A antevisão desta ofensiva foi feita pelo próprio líder da Fiat, Olivier François. Num registo descontraído, não apresentou o quinteto de protótipos em Genebra, na Suíça - onde hoje abre portas o salão automóvel -, mas antes em… Ginevra, em Itália.

E nem sequer foi preciso um grande stand: como em Ginevra não existia espaço para expor tudo, François optou por um café de bairro para mostrar o que aí vem no futuro da Fiat.

É nesse cenário que surgem a próxima geração do Panda e os restantes novos elementos desta família, cuja revelação acontecerá ao ritmo de um por ano, até 2027.

Embora com formatos e dimensões diferentes, há dois pilares comuns: por um lado, a vocação global - todos assentarão na mesma base e serão comercializados na América do Sul, Europa, Médio Oriente e África -; por outro, a fidelidade a princípios como funcionalidade, modularidade e, naturalmente, preços acessíveis. Valores que remetem diretamente para o primeiro Fiat Panda, a criação de referência de Giorgetto Giugiaro, lançada em 1980.

Plataforma Smart Car e opções de motorização

A base técnica é a mesma que se estreou no Citroën ë-C3: a Smart Car Platform. Tal como acontece com as restantes plataformas da Stellantis, trata-se de uma arquitetura multi-energias, preparada para acolher motorizações 100% elétricas, híbridas e também apenas a combustão.

O próximo Fiat Panda

A espera pelo primeiro modelo desta nova família não será longa. Já no próximo mês de julho - coincidindo com o 125.º aniversário da Fiat - será apresentada uma nova geração do Panda.

A mudança mais significativa poderá estar na forma como o Panda sobe de patamar, deixando a categoria de citadino para passar a utilitário. A própria Fiat não hesita em chamar-lhe… Mega-Panda. O comprimento deverá ficar perto dos 4,0 m - dimensões semelhantes às do 600 -, mas a filosofia mantém-se alinhada com a do Panda original.

Também o protótipo que o antecipa surpreende, por se afastar bastante do automóvel que apareceu num registo de patentes há poucas semanas. Se este rumo se confirmar, fica a pergunta: afinal, que modelo é o que consta nesse registo?

Neste novo protótipo vemos um crossover com linhas e detalhes bem mais próximos do Fiat Panda de 1980. O desenho é claramente mais “quadrado”, e a frente - inspirada no original - surge reinterpretada através de um painel luminoso composto por inúmeros píxeis.

No habitáculo, a abordagem é ainda mais ousada do que no exterior. O destaque vai para a utilização recorrente do formato oval, numa referência aos contornos da antiga fábrica de Lingotto, em Turim - hoje sede do construtor -, conhecida pela pista de testes instalada no topo do edifício.

Nova Strada, novo Tipo e nem falta uma espécie de autocaravana

A Fiat fechou 2023 com um desempenho muito forte: 1,3 milhões de unidades vendidas - foi a marca mais vendida dentro da Stellantis. Para esse resultado contou bastante a sua posição sólida na América do Sul.

No Brasil, a Strada - lembra-se dela? - foi o modelo mais vendido do mercado, e a Fiat aproveita este conjunto de protótipos para apontar o caminho da próxima geração.

A novidade, nas palavras do próprio Olivier François, é que a Strada, além de continuar destinada à América do Sul, poderá também regressar à Europa. A razão é a convergência técnica desta família, que permite viabilizar a sua venda em diferentes continentes.

Essa hipótese ganha ainda mais peso quando se percebe que os dois protótipos seguintes parecem ser, essencialmente, derivações da carrinha de caixa aberta. Do pilar B para a frente, são praticamente o mesmo modelo, mudando sobretudo o volume traseiro.

O primeiro desses derivados assume a forma de uma berlina de traseira inclinada (dois volumes e meio), antecipando o sucessor do Tipo de quatro portas e do Fastback no Brasil. É um automóvel particularmente relevante na Turquia, onde lidera o mercado, embora aí não use a designação Tipo, mas sim Egea.

O outro protótipo é um SUV - batizado pela marca como Giga-Panda - e deverá permitir à Fiat colmatar uma ausência antiga no segmento dos SUV familiares compactos, onde atualmente não apresenta qualquer proposta.

Por último, mas com igual importância, surge uma espécie de SUV combinado com autocaravana - “o derradeiro veículo faz-tudo”, nas palavras da Fiat. A marca explica que esta proposta presta tributo ao conceito de “Fun‑cionalidade” (uma junção de “diversão” com “funcionalidade”), que esteve na génese do primeiro Panda.

Pelas proporções que sugere, não seria surpreendente que viesse a dar origem a uma proposta com três filas de bancos, tal como acontecerá com os novos Citroën C3 Aircross e Opel Frontera - “primos” destes Fiat por recorrerem à mesma base técnica.

Até que ponto estes protótipos refletem a realidade? A apresentação é claramente a de um carro-conceito, mas é possível identificar aqui as linhas orientadoras que deverão moldar os futuros modelos de produção. E, como ficou referido desde o início, todos eles darão origem a automóveis de série: um por ano, até 2027.

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