A frase “vou comprar um carro usado para a minha mulher” já fez um mês. E, pelo ritmo a que isto anda, ainda chega aos dois meses antes de se converter na frase tão aguardada “querida, já tens carro!”.
O carro usado «pau para toda a obra» que procuro
O que quero é um automóvel com um preço simpático para lhe dar o uso que evito dar a qualquer outro: deixá-lo num parque de estacionamento sem peso na consciência; ir às compras sem stressar com as portas alheias; permitir que o miúdo trepe e acabe a pôr os pés no teto sem eu entrar em pânico (quem tem filhos sabe que o “impossível” é teoria…); e, em troca, não ter dores de cabeça de espécie nenhuma.
Além disso, exijo consumos contidos, espaço suficiente para a rotina, o básico em segurança, ar condicionado, um exterior estimado e um interior à altura. Sim, porque apesar de querer um «pau para toda a obra» não quero um chaço.
O meu grande problema
No fundo, só peço um carro que cumpra com rigor as necessidades do dia a dia de uma família jovem, como a minha, num raio de 5 km. Para distâncias maiores, os critérios passam a ser outros.
Já tenho alguns modelos debaixo de olho, mas nenhum se mudou para a minha garagem. E a dificuldade nem é tanto encontrá-los: é conseguir fechar a compra. Entre identificar o carro certo e assinar o negócio vai um caminho enorme.
Falo, em particular, dos usados que encaixam nos três vértices do “bom negócio”: bom aspeto, poucos quilómetros e um preço apelativo.
Quando aparecem com bom aspeto e baixa quilometragem, quase sempre vêm com um valor a condizer - alto. Quando estão a um preço mesmo bom, normalmente é porque trazem muitos quilómetros em cima, ou porque a imagem não ajuda - ou, pior ainda, porque acumulam as duas coisas. Encontrar um modelo que reúna estes três pontos não é, de todo, comum.
Sprint Vs Maratona
É precisamente quando os três critérios batem certo que começa a corrida a sério. Uma espécie de sprint. No meu caso, continuo a sentir-me uma tartaruga: há sempre alguém a chegar antes de mim.
Tenho percebido que, para comprar um usado, são precisas duas qualidades ao mesmo tempo: paciência e rapidez. Paciência para esperar pelo carro certo e rapidez para agir assim que o negócio aparece. Isto é um sprint e não há grande margem para dúvidas - e ontem, mais uma vez, fiquei a pensar tempo a mais.
Já a compra de um carro novo parece uma maratona. Pede paciência e, acima de tudo, é isso mesmo: paciência. Depois de escolher o modelo, há várias unidades em condições equivalentes. Nos usados, a escassez é outra. Existem muitos, mas todos em estados diferentes.
Dicas para comprar um carro usado sem hesitar
Por isso, se também andam à procura de um usado, não façam como eu: mexam-se depressa e evitem hesitações. Para baixar o risco, apontem para usados certificados - opções dessas não faltam.
Agora que a lição está aprendida, acredito que esta história vai acabar bem em breve. E desse lado, já deixaram escapar algum negócio?
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