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Honda reforça 2023 com três novos SUV eletrificados na Europa

Carros elétricos Honda Euro EV 2023 expostos numa loja moderna com chão branco e iluminação natural.

A Honda quer alargar a sua gama europeia já em 2023 com a estreia de três propostas inéditas. Em comum, todos serão SUV e todos terão algum nível de eletrificação, do híbrido tradicional a um modelo totalmente elétrico.

A confirmação surgiu ontem, na apresentação da 11.ª geração do Civic para a Europa, ocasião em que a Honda voltou a sublinhar a sua aposta estratégica na eletrificação.

A marca japonesa aponta metas ambiciosas: até 2030, 40% das vendas nos principais mercados deverão corresponder a veículos elétricos, percentagem que deverá atingir 80% em 2035. Para 2040, a Honda prevê terminar, à escala global, a comercialização de automóveis com motores de combustão interna.

Neste momento, a oferta 100% elétrica da Honda na Europa resume-se ao pequeno Honda e, mas 2023 trará um reforço significativo para cumprir o plano delineado: um B-SUV totalmente elétrico, antecipado pelo protótipo e:Ny1.

Visualmente, tudo indica que estamos perante algo muito próximo de uma versão elétrica da nova geração do HR-V. Resta perceber se, quando o e:Ny1 chegar ao mercado em 2023, será integrado na família, lado a lado com o HR-V e:HEV (híbrido), ou se adotará um nome próprio.

Por agora, a Honda ainda não revelou quaisquer dados técnicos sobre este B-SUV 100% elétrico.

HR-V norte-americano será novo C-SUV na Europa

O catálogo de SUV da Honda na Europa vai ganhar mais um elemento, agora no segmento C, onde «habitam» propostas como o Peugeot 3008, o Nissan Qashqai ou os recentes Renault Austral e Kia Sportage.

À semelhança do que sucede com o CR-V (maior) e o HR-V (mais compacto), este novo SUV também será oferecido exclusivamente com motorização híbrida - ou, na nomenclatura da Honda, e:HEV.

A marca já divulgou dois esboços que deixam antever o modelo, mas nos EUA ele será apresentado já no próximo mês de abril com um nome inesperado: novo… Honda HR-V. Parece contraditório, mas há explicação.

Pela primeira vez, a designação HR-V passará a identificar dois automóveis diferentes. No mercado norte-americano, o novo HR-V será um SUV maior do que o HR-V «europeu» (e também maior do que o Vezel no Japão, designação local do HR-V), além de apresentar uma carroçaria com um desenho próprio.

Ainda não existem especificações confirmadas para este novo SUV, mas não seria surpreendente que recorresse à mesma solução híbrida do novo Civic e:HEV: um motor 2,0 l de ciclo Atkinson combinado com dois motores elétricos, para um total anunciado de 184 cv e 315 Nm.

Desta forma, a Honda passa a contar com uma alternativa posicionada no centro do segmento C, um dos mais disputados do mercado europeu.

Novo CR-V também como híbrido de carregamento externo

Por fim, também em 2023, a Honda vai apresentar uma nova geração do CR-V, o maior SUV comercializado pela marca na Europa. Foi precisamente o CR-V atualmente à venda que estreou o atual sistema híbrido da Honda, e a próxima geração manterá essa aposta através da solução e:HEV.

A principal novidade será a chegada de uma variante híbrida de carregamento externo, designada e:PHEV, inédita na história do SUV. Tal como nos restantes casos, por enquanto não foram divulgados quaisquer detalhes técnicos.

O que já é possível antever é o provável aspeto da nova geração do CR-V, a julgar pela imagem abaixo obtida a partir do registo de patentes.

Só SUV no futuro da Honda?

Quase. Tal como os responsáveis da Honda referiram ontem durante a apresentação do Civic, os SUV continuam a concentrar as preferências nos principais mercados, pelo que a aposta nesta tipologia - também na Europa - torna-se inevitável.

Assim, até ao final de 2023, para lá do Civic e:HEV agora apresentado (chega no outono), haverá apenas mais uma novidade da Honda em «formato» carro: o Civic Type R.

Além de ser a exceção no tipo de carroçaria, será também um caso à parte na gama atual por ser o único modelo que não terá eletrificação.

Este compacto desportivo japonês continuará a apostar no seu 2,0 Turbo com mais de 300 cv e numa caixa manual - um tributo ao passado que nos fez apaixonar pela marca, ou um anacronismo face ao resto da gama contemporânea da Honda. A decisão fica do vosso lado.


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