Os carros elétricos têm vindo a descer, de forma gradual, para segmentos mais acessíveis, com etiquetas de preço ao alcance de um número maior de compradores. Ainda são poucos os modelos que ficam abaixo da fasquia dos 20 mil euros, mas essa realidade já existe - bem diferente do cenário até 2021, ano em que o Dacia Spring chegou ao mercado.
Nos próximos anos, esta tendência deverá ganhar força, à medida que mais construtores procuram marcar posição num território onde Renault Twingo, Citroën ë-C3, Leapmotor T03 e o já referido Dacia Spring são hoje as principais referências.
Ainda assim, entre os elétricos de preço contido que deverão surgir ao longo dos próximos dois anos, há três propostas que se destacam de imediato e que prometem gerar muita conversa.
Citroën 2CV
Não há como abrir esta seleção com outro nome. A Citroën prepara-se mesmo para ressuscitar o 2CV, desta vez como elétrico de entrada, com valores na ordem dos 15 mil euros.
Com lançamento apontado para 2028, o novo 2CV já foi sugerido através de uma prévia mostrada recentemente no Dia do Investidor da Stellantis e deverá ser exibido em outubro, no Salão de Paris, ainda sob a forma de protótipo.
Por agora, sabe-se muito pouco sobre este modelo. Ainda assim, está confirmado que irá partilhar a base técnica com o futuro FIAT Panda elétrico e que a produção será feita em Itália.
Caso se confirme um posicionamento a rondar os 15 mil euros, quando chegar aos concessionários o novo Citroën 2CV deverá assumir um título que durante muito tempo esteve nas mãos da Dacia: o de «carro elétrico mais barato do mercado».
Dacia Evader
E já que falamos da Dacia - que desde 2021 mantém o «campeão do preço» entre os elétricos acessíveis com o Spring - há outro citadino elétrico económico a caminho. Apesar de ainda não ter sido oficialmente apresentado, praticamente tudo indica o que podemos esperar.
A razão é simples: o Dacia Evader (poderá vir a chamar-se assim…) deverá aproveitar integralmente a base técnica do Renault Twingo, que é proposto apenas com um motor de 60 kW (82 cv) e 175 Nm de binário máximo, combinado com uma bateria LFP de 27,5 kWh, suficiente para anunciar até 263 km de autonomia.
E esta proximidade implica também mudanças nas dimensões. Para acompanhar o Twingo, terá necessariamente de crescer face ao Spring atual: o Twingo mede 3,8 m de comprimento e 1,7 m de largura, enquanto o Spring fica-se pelos 3,7 m e 1,58 m, respetivamente.
No estilo, as intenções deverão divergir. Se o Twingo aposta num desenho mais descontraído e simpático, o Evader deverá seguir a linguagem mais aventureira que a Dacia tem imprimido aos seus modelos mais recentes, com uma presença visual mais robusta.
Em matéria de preços, ainda não há números oficiais. No entanto, por lógica de posicionamento, terá de ser mais barato do que o Renault Twingo, que começa nos 19 490 euros.
Volkswagen ID.1
A Volkswagen também quer jogar neste campeonato e prepara um elétrico com preço inferior a 20 mil euros. Só deverá surgir em 2027, mas há um detalhe relevante: será produzido em Portugal, na fábrica da Volkswagen Autoeuropa.
Falamos, naturalmente, do Volkswagen ID.1, o «irmão» mais novo do ID. Polo, que destacámos há pouco tempo como o carro do ECAR Show 2026.
Previsto a partir do protótipo ID.Every 1, o ID.1 deverá apresentar potências a rondar os 95 cv e uma autonomia (ciclo combinado WLTP) na casa dos 250 quilómetros.
A aparência definitiva ainda não foi divulgada, mas a revelação está prometida até ao final deste ano.
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