Saltar para o conteúdo

F. C. Porto festeja em Lisboa o título que fugia há quatro anos e Varandas alimenta a festa

Adeptos do FC Porto a festejar golos num café enquanto assistem a uma partida de futebol na televisão.

Na casa do F. C. Porto na capital, a emoção de um campeonato que escapava há quatro anos foi impossível de disfarçar. E, pelo meio, as palavras de Varandas serviram de combustível para a festa.

Casa do F. C. Porto em Lisboa: 300 quilómetros que não arrefeceram a festa

Nem a distância de 300 quilómetros tirou intensidade ao que se viveu na casa do F. C. Porto, em Lisboa, no momento em que o árbitro David Silva apitou para o fim do jogo com o Alverca. Ainda antes do apito inicial, Bruno Tomás, um dos responsáveis do espaço, teve de cumprir uma missão ingrata: recusar entrada a dezenas de adeptos que queriam celebrar o título junto de outros portistas. Lá dentro já estavam cerca de 150 pessoas e quase não havia espaço para respirar.

No ambiente que antecedeu o jogo, impôs-se o cântico "Eu quero o F. C. Porto campeão!", acompanhado pela música "Dá-me o título, Mr. Farioli".

Do nervosismo ao êxtase: o golo de Bednarek e o apito final de David Silva

Com o relógio a avançar - e com as oportunidades a sucederem-se - a expectativa foi crescendo. Aos 40 minutos, num lance repetido tantas vezes ao longo da época, Gabri Veiga colocou a bola no canto, Bednarek subiu na área e, de cabeça, atirou para o fundo da baliza. O golo do polaco pôs toda a gente de pé e abriu espaço para um cântico que se ouviu de imediato: "O campeão voltou!".

No final, a tensão desapareceu por completo quando chegou o apito derradeiro. Houve balões no ar, gritos por todo o lado e ainda um detalhe... inesperado: um dos presentes ergueu um melão com uma fotografia de Frederico Varandas colada, num gesto que espelhava a guerra em que André Villas-Boas e o homólogo leonino se envolveram.

Vozes dos adeptos sobre o título: Froholdt, Farioli e André Villas-Boas

Entre os que estavam a celebrar, uma dupla de amigos, habituada a sofrer à distância, fez a leitura da época do título. "Acho que o Froholdt acabou por ser a peça fundamental. Olhando para os jogos, é fácil perceber em que jogos ele não esteve tão bem, e em que jogos ele acaba por fazer o campo inteiro, porque é um jogador que tem 3 pulmões", considerou Diogo.

Tiago, o amigo, juntou mais dois nomes ao rol dos protagonistas: "Não nos esquecemos, também, do mister Farioli e do nosso presidente, André Villas-Boas, que acabou por pegar num clube bastante fragilizado e conseguiu, não só uma época desportiva boa, como também uma boa época administrativa, pelas contas do clube."

A fechar, Diogo verbalizou uma ideia que muitos adeptos repetiram ao longo da temporada: "Se há um ano nos dissessem que este ano chegaríamos quase às meias-finais da Liga Europa, só perderíamos também com o rival direto nas meias-finais da taça, e que seríamos campeões agora, se calhar com uma vantagem de 7 e 9 pontos para o segundo e terceiro lugar, eu não acreditava." E quanto ao que vem a seguir, os pedidos foram claros: o bicampeonato e uma boa campanha na Liga dos Campeões, "para honrar o clube".

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário